Eu Ronaldo, sou surfista. Minha vida se resume ao surf. Eu sempre fui uma pessoa sozinha, sempre gostei de resolver meus assuntos sem a ajuda de ninguém. Resumindo, eu era uma pessoa independente.
Até que um dia acordei cedo e fui para a praia. Na noite passada na previsão do tempo no jornal, avisaram que as ondas atingiriam pelo menos 5 metros, mas era uma praia proibida, pois havia relatos de ataques de tubarões naquela área.
Pensei em não ir aquele dia, mas como isso acontecia muito raramente, decidi ir. Eu sabia que o risco era muito grande, mas mesmo assim resolvi ir.
Ao chegar à praia vi que eu era o único a estar naquele lugar. A praia estava completamente deserta. Entrei no mar, vi que as ondas eram realmente altas, mas eu não ia voltar atrás naquela hora. Eu estava esperando uma onda realmente grande, e quando avistei a onda perfeita, ouvi um grito de uma pessoa que estava na beira da praia. Ela estava gritando, parecia que era um aviso, era uma mulher. Não consegui ouvir muita coisa claramente do que ela estava falando, só entendi quando ela apontou para trás de mim e virei meu olhar. Lá estava um enorme tubarão. Tentei nadar de volta a margem, mas já era tarde de mais, ele já tinha mordido minha perna.
Só me lembro disso, depois acordei em uma cama de hospital. Não estava sentindo as pernas. Olhei para baixo e vi que não tinha mais a da esquerda. Em seguida um médico entrou no quarto e disse que com a gravidade do ferimento teve que amputá-la. Mas não era só isso, o médico disse também que aquele tubarão tinha mordido a minha espinha e como era de se esperar eu estava paraplégico.
Eu fiquei muito decepcionado, pois vi que não ia mais poder fazer o que mais gostava na vida que era praticar surf. Minha família me ajudou muito apesar de eu ter virado as costas para eles. Hoje 5 anos depois dessa tragédia em minha vida, aprendi a ser uma pessoa melhor. Tive que aprender isso do pior jeito possível. Agora sou professor e dou aulas de teoria do surf para crianças e jovens carentes e isso foi a melhor coisa que podia ter acontecido em minha vida. Aprendi a viver.
Autor : Ronyan Carlos F. do Nascimento













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